Em um grande país do mundo

Onde o povo, livre e soberano,

Vivia em paz e com prosperidade.

Um dia foi covardemente invadido,

Atacado por tropas profanas

Causando terror e destruição.

 

Lares foram destruídos

Sufocados pela dor e pela morte.

Anciãos, jovens, mulheres e crianças

Barbaramente assassinados

Um pesadelo destruiu a nobre nação.

Grande foi a covardia

Comandada por um insano sem coração.

 

Quando tudo parecia perdido

No mais profundo subterrâneo,

Ouviu-se o clamor das vozes.

De uma fagulha

Acendia-se a grande chama da liberdade,

Esta chama que, com seus raios de luz,

Iluminará a escuridão

Desta imensa nação.

 

 

 

Como um Titã adormecido

No oceano profundo,

 

No meio da morte e das opressões,

Da tirania e das prisões,

Quando tudo parecia não ter fim,

Ouviu-se o grito da liberdade:

Levanta-se o soldado polonês

 

E em todo o país escutou-se uma só voz

— Poloneses livres desta nação,

Todos que puderem lutar,

A pátria os chama.

Formou-se a resistência,

Organizaram-se os batalhões,

E nos campos de batalha,

Nos combates sangrentos,

Forjou-se com têmpera de aço

Os nobres combatentes poloneses

 

Povo da Polônia livre,

Contemplai este exército de bravos guerreiros,

Orgulhai-vos de vossos filhos,

Lembrai-vos sempre destes heróis

Que nas tormentas destruidoras

Acreditaram na paz duradoura;

No sofrimento devastador

Acreditaram na liberdade,

E,  com coragem, libertaram

Seu povo e sua nação.

E foram além:

Lutaram até o final

Pela sonhada paz mundial.

Que Deus guarde a Polônia livre!

Viva os heróicos soldados poloneses!

Viva seu povo livre e soberano!

 

Este poema é dedicado a todos os soldados poloneses, aos homens de bem que acreditam na paz.

Cidade de Piquete, SP, 14 de julho de 2009.

 

José Maria de Azevedo Paiva